7 MITOS SOBRE SEXO PARA DEFICIENTES FÍSICOS • Especial Revista Formosa com Lelah Monteiro

Uma vida sexual ativa e equilibrada é parte importante da qualidade de vida de qualquer ser humano, por isso a Revista Formosa foi ouvir especialistas para dar um basta, derrubar e pisotear os mitos e ideias ultrapassadas que prendem ou limitam a sexualidade das mulheres com deficiência. Você pode e deve sentir-se linda e desejável. Acima de tudo deve acreditar que o prazer na hora do sexo independe de um ‘corpo perfeito’, porque perfeito mesmo é o amor e o desejo pelo outro. Aposte na fantasia, nos adereços e no romance.

A doutora em psicologia clínica e integrante do grupo do Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-IUL) do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), Ana Maria Garret afirma que existem “sete mitos” limitantes da vida sexual da mulher deficiente física.

Segundo a sexóloga, Valeria Cristina Monteiro Martins, conhecida nas mídias sociais como Lelah Monteiro, achar que uma mulher com deficiência física não é capaz de ter uma vida sexual ativa é algo esdrúxulo. Quando a mulher tem problemas para desenvolver sua vida sexual, é fundamental que procure ajuda profissional.

“O acompanhamento clínico vai trazer subsídios não só de aceitação para a mulher, mas de superação e de entendimento de sua história. Isso vai além do corpo físico e além da sexualidade”, explica Valéria.

A sexóloga destaca que o método de tratamento é adaptado para cada paciente, respeitando suas peculiaridades, mas acrescenta que para alcançar um resultado positivo, a mulher precisa se aceitar internamente, se amar em primeiro lugar e estar envolvida com o relacionamento. “Se acreditarmos em nós mesmas, mesmo tendo qualquer tipo de deficiência, o outro passa a acreditar, mas se não acredito no que sou capaz de fazer, dificilmente o outro vai acreditar”, diz Valéria.

A sexóloga afirma que não há desculpas que impeçam a mulher deficiente física de desenvolver sua vida sexual, porque qualquer barreira pode ser superada com muita imaginação e amor.

“Hoje existem diversas opções de adereços eróticos para utilizar na prática sexual, o que colaboram positivamente para a mulher ter mais confiança na hora do sexo”, afirma.

A única diferença entre uma mulher deficiente e uma sem alteração física, é que a primeira tem outros meios de ser desejada por um homem. O segredo disso é se adaptar às situações na hora do sexo. O importante é a mulher se conhecer e descobrir seus limites com desenvoltura na hora H.

Esse também é o pensamento da sexóloga Viviane Nunes Ferreira, que sabe na prática as dificuldades e vitórias que essas mulheres vivem quando se trata de prazer na hora do sexo. Viviane uma cadeirante que luta contra esse tabu.

A sexóloga afirma que a sociedade tem que entender que o sexo para a mulher deficiente não é um problema.

“Nós não fazemos sexo diferente, de menor qualidade, apenas acrescentamos detalhes que mostram as vantagens de se relacionar com uma mulher com deficiência”, afirma Viviane.

A sexóloga conta que ter confiança de se entregar por completa na hora do sexo é algo que se conquista aos poucos. O primeiro passo é se aceitar e entender que pode, sim, dar prazer e também senti-lo. Basta querer!

Fonte: Revista Formosa

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